Juros compostos: quando uma dívida duplica ou triplica?

Muitos já devem ter recebido um e-mail mostrando que uma dívida pode dobrar em oito meses e uma poupança leva catorze anos para duplicar. A matemática dos juros compostos parece complicada, mas não pode ser ignorada. O Portal UOL fez as contas no final de 2013, com taxas de juros menores do que temos hoje, e chegou aos seguintes números:

– dívida com cartão de crédito: dobraria em oito meses;
– dívida de cheque especial: dobraria em nove meses;
– dívida de empréstimo em financeiras: dobraria em dez meses;
– dívida de comércio: dobraria em dezessete meses; e
– dívida de empréstimo em bancos: dobraria em 24 meses.

Ou seja, ao mesmo tempo que a facilidade para se obter crédito pode beneficiar as pessoas que não têm dinheiro imediato, a obtenção de prazos para pagar contas e compras tem sido a maior causa de endividamento no Brasil. As pessoas não têm o hábito de observar o impacto dos juros e o valor total da dívida no final do contrato. Assim, se por algum motivo o valor creditado não é pago, os juros correm soltos e em pouco tempo duplicam, triplicam o valor inicial.

Portanto, procure resolver a dívida logo no início, ao perceber que não conseguirá quitá-la. Você pode contratar um empréstimo com juros menores para pagar a dívida com os juros maiores. Mas isso deve ser bem-calculado para de fato não perder mais dinheiro. O valor dos juros dos bancos é menor que o valor dos juros do cartão de crédito, por exemplo. Pesquise e não deixe as dívidas se tornarem uma bola de neve.

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