O ciclo do dinheiro

“Dinheiro foi feito para ser gasto”. Consumistas de plantão adoram justificar suas compras com essa frase. Se for o seu caso, a boa notícia é que você tem razão. Porém, ser gasto é apenas uma das diversas fases por que o dinheiro passa, em um ciclo contínuo semelhante ao de uma plantação. E compreender esse ciclo é um grande passo rumo ao melhor uso do dinheiro.

Mesmo quem nunca foi a uma fazenda tem ideia de como um alimento como o trigo chega à nossa mesa. Primeiro, ele é plantado, depois cuidado para que cresça saudável e, finalmente, colhido e aproveitado. O dinheiro flui por nossas vidas da mesma maneira. Ele chega a nossas mãos como sementes de trigo, que podemos consumir diretamente ou plantar e cuidar para o futuro. A vantagem de se dar ao trabalho de plantar é que o trigo vai se multiplicar e servirá para  mais finalidades que uma simples semente. Após a colheita, o dono escolhe o que fazer: ele pode estocar o trigo, consumi-lo, trocá-lo por mais sementes que gerarão cada vez mais trigo ou utilizá-lo como insumo na fabricação de bens mais valiosos, como pães e massas. Note que, no final das contas, o trigo é sempre “gasto”, ele acaba sendo consumido. Mesmo o que for estocado é consumido ou perdido no futuro.

Dinheiro é a mesma coisa. Quando ele chega à nossa vida, podemos trocá-lo imediatamente ou plantá-lo para o futuro. Quando esse futuro chega, podemos utilizá-lo para trocar por mais bens do que anteriormente (graças à disciplina de plantar e esperar o dinheiro “amadurecer”), ou para fazer ainda mais dinheiro. Fique de olho em sua conta e trate cada real que entra nela como uma sementinha capaz de lhe trazer um pouco de satisfação imediata, ou um monte de satisfação no futuro.

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